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Apresentação

Actualizado en 04/10/16 16:02 .

Apresentação

A recomendação do curso de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemática, nível de Mestrado, pelo Conselho Técnico Científico da CAPES, foi informada pelo diretor de avaliação da CAPES através do ofício nº 615-11/2006/CTC/CAPES, com conceito inicial 3. O programa também apresenta a partir de 2016 o Doutorado na mesma área, com conceito inicial 4.

O Programa de Mestrado em Educação em Ciências e Matemática nasce como fruto de um processo de maturação interna na Universidade Federal de Goiás, a partir da participação individual e coletiva de seus proponentes nas diversas áreas do ensino de ciências. Representa o resultado da ação conjunta de um grupo de docentes de diferentes unidades da UFG que atuam, preferencialmente, nas áreas de ensino da biologia, física, química e matemática, e tem como eixo nortear as relações entre o conhecimento científico destas áreas e seu ensino. Propõe-se formar professores/pesquisadores cuja produção intelectual e textual/prática possa contribuir para um Ensino de Ciências e Matemática de qualidade.

No nível internacional o crescimento científico e tecnológico da primeira metade do século XX leva, no início da década de 60 ao movimento de reformas curriculares que ocorreram principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra, não só em ciências, mas em todas as áreas do conhecimento, e que concretizaram em uma reforma do sistema educativo. Aparecem grandes projetos tais como: Biological Science Curriculum Study(BSCS); Physical Science Study Comitê (PSSC); Chemical Study Group (CHEM); entre outros. Em oposição aos cursos tradicionais de química, física e biologia, os novos projetos enfatizavam uso do laboratório para introduzir e explorar problemas. Este movimento se propaga e atinge, além das escolas e universidades, os órgãos ministeriais e organizações internacionais como a UNESCO. Surgem associações como a Association for Science Education e a maioria das propostas preocupadas com os objetivos da pesquisa e do ensino das Ciências são agrupadas por títulos genéricos como: Reeducação em Ciências para a cidadania, Tecnologia e Sociedade, Educação Ambiental, Alfabetização Científica, entre outros.

 No que diz respeito a formação de professores em ciências houve consideráveis avanços na concepção e nas práticas dessa formação com o subprograma Educação para a Ciência (SPEC) implementado e administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Ensino Superior (CAPES), do Ministério da Educação, dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT). O SPEC teve início em 1983 e caracterizou-se pela descentralização dos recursos a ele destinados, apoiando iniciativas de grupos de professores e pesquisadores em todo o país na criação de núcleos de estudos e pesquisas educacionais (Gurgel, 1996).

No que diz respeito ao ensino da química, um marco na pesquisa foi a constituição da Divisão de Ensino na Sociedade Brasileira de Química, a primeira a ser oficialmente criada, em julho de 1988, durante a XI Reunião Anual. No entanto, é importante registrar que tal constituição foi resultante de uma divisão informal, oficiosa, mas significativamente atuante na organização de Encontros Nacionais e Regionais de Ensino de Química desde 1980. Todos esses embriões resultaram na criação da Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC) em novembro de 1997, em Águas de Lindóia-SP e em 2002 na área de Ensino de Ciências e Matemática na CAPES.

 

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